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É melhor apagar


       Duas chamadas perdidas. Era mais do que óbvio o meu real motivo para não ter atendido as ligações. Segurei o celular, e quando quase me deixava levar pelas lembranças boas que ainda guardava no meu coração o peso na alma batia e eu jogava no mesmo instante aquele aparelho em qualquer canto da sala. Depois de repetir esse ritual algumas milhões de vezes decidi assistir alguma coisa, comer qualquer besteira, tentar arrumar um plano para tentar tirar esta dor que me apertava o peito só de lembrar que estava negando o seu amor pela primeira, e esperava que também fosse a última vez. Apesar de não ter conseguido tirar tudo o que aconteceu na noite anterior e nos últimos cinco anos com você, admito que consegui soltar duas ou três risadas ao assistir um dos episódios de How I met your Mother. Também me empanturrei do pote de sorvete que já estava na minha geladeira há algumas semanas, e agradeci naquela hora, mentalmente, por ter deixado aquele pote quietinho lá mesmo não sabendo que precisaria dele para tentar congelar aquele amor que eu senti, e ainda sentia, por você. Por mais gelado que o sorvete de chocolate estivesse, nem se eu estivesse dentro de uma geleira o plano de te esquecer daria certo. Resolvi largar essa ideia e me concentrar em suas últimas palavras: Isto é o nosso adeus?
     Nossa história de amor já começou acabando, e sempre me doeu tanto saber disso, você me conheceu inseguro e com medo da vida, eu te conheci machucada de tantas pontadas daquilo que eu chamava de amor, mas no final eu descobri que todos os caras que eu conheci foram apenas paixões inusitadas, aprendi que eu nunca senti o que eu sentia por você. Dois corações extremamente fragilizados dispostos a amar não seria uma missão tão fácil, mas aconteceu, jogamos nosso barco no mar das incertezas e remamos até o final. Juntávamos nossas brigas e incertezas e deixávamos guardadas em um canto escondido do coração enquanto nossa música favorita rolava e nossos lábios se encontravam, mas quando percebemos as discussões preservadas no cantinho ficaram acumuladas e não conseguimos mais esconder o que estava acontecendo, nosso amor se misturou com as desconfianças, mágoas, dores e já não era mais um sentimento puro, mesmo que eu não tivesse deixado de amá-lo, era como uma blusa machada. Mesmo cientes disso continuamos tentando buscar a solução para o nosso relacionamento até rasgarmos nossa alma e cairmos sem chão, frase um tanto dramática mas consegue remeter o que eu senti na hora, a gente sempre é um pouco mais dramático quando o assunto é amor, a gente chora mais, ri mais, grita mais, vive mais. Não é que eu esteja afirmando que uma pessoa não consiga viver intensamente sozinha, longe de mim essa ideia, mas quando se fala de amor o papo fica mais ofegante.
     Mais intenso que alguém apaixonado só a nossa conversa e o seu olhar de tristeza indo embora enquanto eu estava fingindo não me importar. Ele sabia que eu não iria acreditar mas mesmo assim tentava me tratar com uma indiferença absurda, e eu, firme e decidida que aquela seria a última vez que estaria vendo-o à minha frente. Logo após sua partida na rodoviária da nossa cidade voltei para casa tentando segurar minha vontade de ligar e dizer que eu queria deixar todas as nossas diferenças e tentar mais uma vez, que por ele tentaria todas as chances que eu tinha e até as que eu não tinha, mas eu não fiz isso, eu era mais forte do que isso, e corrigindo, eu sou mais forte do que isso. Abri a porta, deitei no chão e fiquei olhando as estrelas da minha janela, só de pensar que eu fazia o mesmo enquanto falava com ele no telefone me deu uma aflição, mas tentei não pensar nisso.
     Éramos fogo, aventura, éramos amor, só éramos. Não importava mais o que eu quisesse fazer a partir do momento que não sabíamos mais o que estávamos fazendo, não fazia mais sentido tentar dar certo algo que já estava perdido. Não havia mais palavras que pudessem me magoar porque longe de você eu me fortaleci e nada era tão importante quanto a minha felicidade. Eu estava melhor sem você e finalmente consegui entender de uma vez por todas que você não era o único cara que me amaria nessa vida. Hoje somos fogo, somos amor, somos aventura, entretanto somos tudo isso com outras pessoas, várias, de cores, sabores e fantasias diferentes. Estou bem, claro, implorando a Deus que não te encontre novamente e essa confusão comece novamente, não, é melhor apagar.

Você não é mais o essencial

       

    Você percebe o quanto as coisas mudaram dentro de você quando os lugares que você costumava ir ou pessoas que entraram na sua rotina já não te afetam mais por não estarem ali o tempo todo presentes. E foi assim que eu percebi, naquele sábado, sozinha no meu quarto ouvindo uma playlist dos hits de 2004 no Spotify, que eu havia mudado de verdade. Não bastava as blusas que ficavam cada vez menores, as folhas do meu caderno que já chegavam ao fim ou todas essas situações que nos fazem perceber que o tempo passou, e passou rápido, mas também pude perceber isso ao me olhar no espelho e ver que todas as mágoas e emoções vividas por meus recatados 24 anos estavam bem ali,à mostra, desde as cicatrizes em meus joelhos de quando eu era completamente estabanada até meu vício em roer unhas que peguei logo após entrar no ensino médio. Estava tudo ali, e se olhasse por um pouco mais de tempo, poderia enxergar as cicatrizes de todos os amores que martelaram minha alma.
   Sempre tive a necessidade de gerar um apego muito forte nas minhas relações, seja elas com minhas amigas, namorados ou até com a minha família. Sempre achei que se perdesse qualquer um deles minha vida estaria arruinada, até que meu primeiro namorado me disse que havia encontrado alguém melhor do que eu, foi aí que eu tive certeza de que minha vida estava acabada. Isso aos 14 anos, a melhor época da adolescência, a qual sentimos os sentimentos mais intensos a tempo todo. Ele foi embora naquela tarde de setembro, e eu fiquei com a cara no chão esperando que ele voltasse, acreditava dentro de mim que algum dia ele voltaria, acreditei nisso por muito tempo, e enquanto isso creio eu que o mesmo garoto estaria salivando em outras bocas por aí. Era tão difícil ter que entender isso, perceber que o amor da minha vida não era mais o amor da minha vida, e sim de outra, e outra, e outra... Até que esbarrei com um par de olhos cor de mel cujo dono me apaixonei, por alguns segundos achei que estava maluca pois o amor da minha vida eu havia conhecido e estava com outra, entretanto, percebi que poderia surgir um segundo amor da minha vida. Aquele típico amor de verão, alguns meses de apego intenso, algumas experiências pelas quais nunca havia vivido, e ele me deixou para voltar à sua cidade natal. Dessa vez eu tinha certeza de que minha vida estava definitivamente acabada, afinal, foi muita sorte minha encontrar o SEGUNDO amor da minha vida, em nenhum filme aconteceu isso, eu era a felizarda escolhida para presentear esse fato, um verdadeiro milagre.
      Chorei por noites e noites, não conseguia entender como aos 16 anos eu perdi as únicas pessoas que poderiam me amar e a partir daquele momento eu ficaria sozinha com 27 gatos e dois cachorros. Alguns meses se passaram e aquela cicatriz fechou-se. Lembrava as vezes do que teria acontecido e chorava, mas não durava mais do que míseros dez minutos, eu realmente havia aprendido como superar um coração partido.
       Dois anos depois conheci o terceiro amor da minha vida, só que desta vez eu sabia que aquele seria o amor da minha vida enquanto estivesse comigo, isso não significava que não encontraria alguém depois e que esse alguém não me faria tão bem quanto o último, e pra ser sincera, talvez ele fosse me fazer melhor. A questão é que enquanto eu acreditava nessa história de que só um homem iria mexer com o meu coração pelo resto da minha vida, enquanto eu me apegava as pessoas meu mundo era extremamente pequeno e fechado. O mundo é tão grande e infelizmente eu me prendi a esse pensamento que os contos de fadas conduziram pelas gerações. Eu realmente não precisava ter aquele cabelo da Cinderela, aquele corpo da Bela Adormecida e sem dúvidas não precisava ser delicada como nenhuma delas para algum príncipe me amar, na verdade, eu não precisava de príncipe nenhum para ter o meu final feliz, ele é apenas mais uma das coisas boas que eu poderia somar em minha vida, e se ele não estivesse me fazendo bem não seria o cara certo e ponto, bora pra próxima, problema resolvido. Ufa, foi tão difícil perceber isso mas mais cedo ou mais tarde eu teria que cair na real.
     Eu me atraí cada vez mais por ele, e todas as aventuras que vivia me faziam um bem danado. Ele embalou um ritmo em minha vida completamente diferente. Aquele fogo que acendia a cada beijo me deixava com desejos tão intensos, até que rolou, eu me apaixonei de vez. Entregar-se para alguém assim de cara tem lá tem seus pontos positivos, entretanto, eu já sabia que se acontecesse algum desvio em nosso intenso amor e ele chegasse ao fim eu estaria sem chão novamente. Anos e anos passaram-se e aquela mesma faísca que acendia repentinamente apagou e caiu na rotina, porém o mesmo amor que estava apagando era o mesmo que me prendia, estava confortável demais para abandonar o relacionamento e ter, depois de praticamente cinco anos, começar tudo do zero. Era muito arriscado e ele já tinha feito tantas coisas boas que não queria abandoná-lo assim, desse jeito não. Empurrar o relacionamento com a barriga no começo é mais fácil do que parece, toda via a tendência é não durar muito tempo, e quando percebi estava ali, no mesmo quarto no qual passamos por nossas diversas emoções, alergias, e tristezas, e estava prestes a dar um fim naquilo tudo, não dava mais. Eu não era a única de saco cheio, ele me entendia também.
    E foi naquela noite de segunda-feira, no friozinho do inverno de Santa Catarina, que eu o vi partir para todo o sempre, e o melhor de tudo isso é que eu estava completamente confiante com a minha decisão. Lá estava eu, ciente de que aquele foi só um dos muitos caras que entraram em meu coração, e agora eu poderia permitir quem iria entrar ou não nele, mas pra ser sincera, eu não queria ter ninguém e provavelmente teria essa ideia em mente por um bom tempo, estava bem sozinha, estava bem comigo, ele não era mais o essencial, eu era.



Quando tudo acontece de novo





     Nada mais monótono que uma lista de compras. Ovos, cenoura, papel higiênico, algumas besteiras para saciar meu coração sem rumo e um suco de laranja para fingir que ainda sou meramente saudável. Mas até então tinha a opção entre os dois mercados do final da minha rua para transformar essa rotina semanal um pouco menos repetitiva. 
      Cheguei naquele sábado de manhã com uma roupa casualmente confortável - mais conhecida como pijama- e meus óculos para fingir que minha cara não estava numa situação tão crítica quanto realmente estava. Decidi entrar no mercado cujas paredes são grafitadas por um grupo que ali ficava todas as noites inventado arte e falando sobre algumas ideias filosóficas, e tenho que admitir que por mais que o dono do mercado não ficasse satisfeito com esses desenhos nas paredes, ao meu ver aquela rua ficou bem mais colorida e animada com a presença daquelas figuras coloridas e um tanto abstratas. Ao entrar procurei a primeira cesta e fui pegar meus enfadonhos produtos para uma enfadonha semana. Após escolher "detalhadamente" um a um, paguei as coisas e sai com pressa daquele mercado, louca para chegar em casa, preparar um brigadeiro bem quentinho, e assistir a maratona de Game of Thrones por algumas longas horas. Meus planos, entretanto, foram frustados quando esbarrei naquele grupo no qual havia citado anteriormente e eles me chamaram para zonear com eles. Sim, usei o termo zonear, mas isso foi como eu defini o que eles faziam, e não como eles me convidaram de fato. Havia uma garota de cabelo rosa pastel, duas garotas extremamente idênticas, um cara com dois piercings no nariz, e ele, John, um cara que ao ver parecia super quieto, e por algum motivo inexplicável, esse fato me fez despertar uma vontade enorme de conseguir despertar seu outro lado comigo.
  Desci alguns degraus e fui de encontro ao grupo. Eles me chamaram para passar uma "noite inesquecível" porque o cara ali do lado (apontaram para John) me achou bem bonitinha. Apesar do elogio um pouco descabido, resolvi abandonar minha programação e, por mais perigoso que fosse,  me arriscar um pouco, Quem sabe aquilo trouxesse um pouco de felicidade para meu pequeno e frigido coração. Deixei minhas coisas no porta malas e segui viagem com a trupe do barulho. 
         As vezes era meio inevitável não se sentir bem naquele meio, afinal, eu não conhecia ninguém ao ponto de estar soltando frases engraçadas e aleatórias, mas bebi um pouco de alguma coisa que estava no copo da Patrícia, a garota do cabelo rosa pastel, e consegui ser um pouco menos insegura ao falar alguma coisa, mas tinha que admitir que não estava aguentando olhar para os lábios de John e me segurar, o que era estranho porque há anos não sentia isso, e o mais estranho é que aconteceu do nada e por nada.
Alguns minutos depois ouvi alguém falar que já havíamos chegado e a partir desse momento todos começaram a descer do carro. John estendeu a mão para me ajudar, e eu aceitei, morrendo de vergonha mas aceitei. A partir desse momento o rumo da história mudou, conversamos por um bom tempo e rimos muito, era estranho perceber que ele parecia tanto comigo. Curtimos as músicas que estavam no Ipod de algum deles e ficamos observando as luzes da cidade. Me senti infinita por estar ali.
        Depois daquele emocionante dia minha vida mudou tanto que não consigo acreditar até hoje. John me mandou algumas mensagens no dia seguinte, e no dia seguinte, e no dia seguinte do dia seguinte, e o inevitável aconteceu, ele virou o meu raio de sol. Acordar pensando em alguém é como observar a chuva enquanto come pipoca e sente muito frio, você sabe que aquilo é bom mas não é sempre que você pode fazer aquilo devido a alguns fatores que te interrompem (tempo, falta de pipoca ou falta de chuva e frio), mas quando acontece você sabe que vai ser tão bom que esquece todos os seus afazeres e vai curtir aquele momento que talvez demore para acontecer novamente. E assim foi o meu amor por você, John.
   Numa sexta de dezembro fomos passear mais uma vez pela cidade com o som alto e o coração entrelaçado por laços que John deixou em meu coração, que agora estava mais confuso do que qualquer coisa. Chegamos ao alto de alguma das montanhas que cercavam aquela linda cidade, e foi ali que eu percebi que tudo que vivi valeu apena. Não eram as pessoas, não era a música, não eram os jogos engraçados da madrugada enquanto todos estavam super bêbados, era você, e apenas isso transformou todas as noites perdidas com lágrimas jogadas no chão em cinzas, o que era engraçado e ao mesmo tempo muito bom, porque sentir tudo aquilo de novo como se fosse a primeira vez era tão bom. Senti que podia viver aquele momento com John para sempre. 
   Não houvera sol que aquecesse tanto como o daquele dia cujo seus braços envolveram minha cintura, não houvera lua que iluminasse tanto quanto naquela noite que John me colocou contra a parede e beijou meus lábios de tal forma que até hoje não consigo descrever em palavras. Parecia que nada era tão intenso, que nada era tão majestoso, que nada era como ele. Que nada era como nós dois.


Sobre cabelo natural, dreads, alisamentos e etc.




    Oi genteeeeeeee, que saudade! Antes de começar a falar sobre o assunto do post queria pedir para todos vocês curtirem a fan page do blog, porque assim dá para ficar sabendo quando tem post novo no blog. Mas enfim, vamos ao assunto do dia. Juro que nunca esperei que um dia eu falaria  de um assunto como esse, ou então pensaria em fazer isso. Porém, depois de todo esse tempo na transição capilar, minha consciência, meus hábitos, minha mente, tudo mudou. Tenho que admitir que antes eu era apenas mais uma das pessoas que julgavam o cabelo cacheado/crespo natural, achava que progressivas e relaxamentos eram a única saída, e tudo além do "cabelo liso perfeito sem nenhum fio em pé" era lixo, inútil, e um problema na minha vida. E posso afirmar que eu não sou a única que pensava assim, afinal, hoje ainda existe isso em todos os cantos do mundo. Foi graças a isso que eu comecei a fazer relaxamentos e etc, graças aos ignorantes que me fizeram engolir essa mentira, e enxergar a vida de um jeito só. Talvez eles não tenham tanta culpa assim, esse pensamento vem de gerações antigas, e eles simplesmente, assim como eu, nasceram ouvindo essas coisas, e praticaram logo após de conseguirem a boca para falar. Mas agora, depois de um tempão, eu ganhei uma consciência diferente e um olhar novo. 
       Se eu quiser deixar meu cabelo natural, eu posso? Se eu quiser fazer um super black no cabelo, eu posso? Se eu quiser pintar meu cabelo, eu posso? Se eu quiser cortar o meu cabelo em um tamanho consideravelmente curto, eu posso? Se eu quiser colocar dreads ou tranças no cabelo, EU POSSO? Sério isso? Sério que precisamos pensar no que todas as pessoas vão falar de ruim ou não daquilo que não é nem deles? Eu estraguei boa parte da minha vida por isso, me deixei levar pelos comentários maldosos para entrar numa terrível prisão onde sair não é uma opção muito fácil. E isso dói muito, deixar aquilo que é seu só para se encaixar numa sociedade normal e chata.
    Uma coisa é você alisar o cabelo por opção, sem ninguém dar palpites, e outra é ter que entrar nessa linha de alisamentos porque te impuseram isso, percebem a diferença? Eu certamente entrei na transição capilar porque não aguentava mais ficar nessa de passar chapinha toda semana, de ter que ir no salão de três em três meses gastar uma grana e ficar lá um tempão sentindo cheiro daquele produto fedorento que queimava a minha cabeça, de não ir na piscina nem na praia porque minha raiz já estava crescendo e meu cabelo ia estragar todo com a água, de ter que fugir da chuva mesmo querendo brincar nela, de me sentir presa. Porque essa é sem dúvida a pior sensação do mundo. Depois de um ano e quase quatro meses nessa luta contra as duas texturas, já estou finalmente chegando ao estágio final disso tudo. E tô pensando em por enquanto por tranças nele, e aí? O que a sociedade vai fazer sobre isso? Rir ou comentar coisas ruins? Não ligo para isso, se está bom para mim, tá maravilhoso, tá ótimo, e mais do que tudo, está com o meu jeito. Entra na paz e mergulha nisso, vive para você, e não para os outros. 

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Nossos olhares .



  Três horas da tarde. Foi essa a exata hora que eu acordei naquele domingo ensolarado, e certamente só acordei porque aquele bendito sol estava cercando meu quarto. Levantei não acreditando que aquela noite passada teria sido real, todo aquele brilho por trás daquele corredor no qual você teria declarado para o céu e o mundo o quanto apaixonado estava por mim. Olhei algumas cartas que estavam no chão, comi um pedaço daquela rosquinha de morango do dia anterior e percebi o quanto eu estava distraída. Precisei me concentrar para não colocar a medida errada de café, mas aquele sorriso encantador dominava minha mente e me deixava completamente ausente de tudo aquilo que estava ao meu redor. Oh Deus, alguma vez eu senti algo tão incrível que fez meu coração se sentir nas nuvens? Ou que deixasse tudo mais divertido e colorido? Acredito que não. E só de pensar que eu levei comigo a hipótese de que tudo poderia dar errado naquela noite, meu estômago se embola todinho.  
   Vi a noite passar, pessoas cantarem e rirem naquele grande salão, onde memórias ficaram guardadas para a eternidade. Já eram quase dez horas da noite quando eu cheguei e bom, vi você. Aquela festa de casamento da minha prima estava tão chata quando meus deveres de física, mas nessa fase depressiva de minha vida, tudo o que eu mais queria era ficar em casa, e como não tive escolha, minha segunda opção foi me entupir de comida, mesmo não ligando para quantos quilos eu estaria ganhando. Você estava tão radiante quanto aquele sol que me acordou na manhã seguinte, e pode acreditar, isso é muito. Na hora que nossos olhos se encontraram eu não consegui pensar em nada, só em como estava agradecida por você ter aparecido. Minha família sempre achou estranho o fato de que eu sempre te levava para todos os lugares mesmo sendo apenas amigos, mas cá entre nós, sempre tive a curiosidade de saber o gosto do teu beijo.
    Sinceramente nunca entendi o gosto musical da minha prima, e muito menos os pais dela. Era uma mistura de punk e sertanejo, dá pra imaginar? E para piorar a situação, todas as músicas tocadas naquela noite, tiveram essa misura "maravilhosa". Estava comendo alguns salgadinhos e olhando algumas crianças correrem pelo salão, quando você simplesmente roubou o salgadinho que eu nem tinha começado a comer, ofensivo da sua parte, mas superei. Como você consegue transformar situações completamente catastróficas em divertidas? Bom, eu não sei, mas que você tem esse poder eu não posso negar! E finalmente uma música que prestasse começou a tocar, Use Somebody do Kings of Leon, e nessa hora sabia que você não ficaria parado por muito tempo. Dito e feito, primeiro apenas algumas pisadas conforme a música, e quando eu já estava perdendo as esperanças de que você faria alguma coisa surpreendente, você me puxou e me fez dançar, mesmo sabendo que de dança eu não sei de nada, mas nada mais divertido que rir um pouco com o garoto mais incrível daquele salão.
     Não entendo como alguns segundos podem mudar nossas vidas, mas isso acontece o tempo todo. Quando me dei conta, aquele garoto que eu jurava que era apenas meu melhor amigo, estava trocando versos de amor e saliva também. E falando nisso, tem gosto de morango do céu, por mais que eu nunca tenha provado isso, tenho certeza que tem esse gosto. E o que eu mais desejei era que aqueles botões do seu terno que te deixava com cara de intelectual não atrapalhasse nosso momento. É meu bem, seu amor me deixou feliz também.








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Afinal, o cabelo é meu ou seu?

   


  Aí um cara vê uma foto minha de 3 anos atrás. Eu era mais magra, usava chapinha, cabelos pretos, longos. Daí ele solta um "Nossa! Cê era bem melhor, sinceramente. Olha, uma dica masculina, guarda aí: Tira o volume de trás do cabelo, homem não curte isso não. Assim tu vai pegar muito mais caras. Teu cabelo liso ficava mil vezes mais bonito, tu era magrinha, né? Vai por mim, usa ele novamente. Se estivesse daquele jeito ainda, ia pegar muito mais caras."
     Meu Deus. Mais um pra minha lista negra de babacas sim. Mais um que acha que vou mudar por "caras" (babacas), mais um que acha que vou me importar com esse tipo de opinião, mais um que acha que vou ligar para o que ele acha do tamanho dos meus cabelos, mais um que acha que tenho que ser obrigada a ser mais uma adepta a chapinha, mais um que acha que "não posso" viver assim porque serei uma eterna solteirona com 27 gatos. Mais um babaca. Mais um.



                                                                


Sobre aquela insegurança





 "Vire a segunda esquerda e siga direto". Foi tudo que aquela senhora rabugenta com uma aparência não tão agradável me disse. E foi exatamente isso que eu fiz, virei a rua e segui, e pode acreditar, essa caminhada não foi tão curta quando parecia, mas precisava correr contra o tempo e chegar naquela entrevista em alguns segundos. Quando me dei conta já estava toda descabelada e precisando (urgentemente) retocar a maquiagem. Sorte que as vezes o tempo parece parar em determinados momentos para me ajudar. Perguntei a moça da recepção daquele incrível prédio onde seria minha entrevista ( e meu futuro trabalho) onde estava o banheiro daquele lugar, dando a desculpa de que estava nervosa demais por causa da entrevista, e ela com seu sorriso esbranquiçado me disse: " primeira porta á esquerda". Por que não existem esses lugares no gps? Seria tudo ficaria mais fácil. Depois do meu pequeno diálogo com a recepcionista, corri para o banheiro, ajeitei minha saia, retoquei o rímel e o batom, respirei fundo e segui para minha bendita entrevista.
      Apesar de ser apenas mais uma garota rotulada como "fútil" na faculdade por ser nova demais, tento me virar sozinha na maior parte do tempo. Depois que me mudei para a capital de São Paulo, longe da minha família e de meus amigos, tudo se tornou mais complicado de fazer, todas as coisas ainda me deixavam um vazio, uma ausência, e tenho em mim a ideia de que isso seja apenas saudade do carinho que eu sempre recebia em casa. Ou talvez seja medo de morrer nesta cidade enorme e ser esquecida no mundo em um piscar de olhos, tenho certeza absoluta de que ninguém aqui perceberia tão cedo minha constante ausência.
      Aquele frio na minha barriga estava engolindo toda a minha confiança.
 " Ei senhora, você é a próxima". Não consegui pensar mais a partir desse momento, não sabia ao certo o que estava acontecendo comigo e me perguntei o porquê de eu sempre ficar assim em entrevistas. E para piorar, assim que passei por aquela grande porta dourada, o dono da empresa me encarava como um dragão. Havia uma equipe com alguns caras pela sala, e eles começaram a me questionar sobre meu potencial. Já sabia a resposta, mas por um instante eu esqueci que estava numa entrevista e comecei a mergulhar na imensidão de meus pensamentos. Acho que descobri o problema, ou a solução deles.
      De fato é o medo que influência todo aquele frio na barriga, todo aquele receio de falar alguma merda e ser completamente banida daquela parte da sociedade, aquela no qual você queria muito fazer parte ou então estaria sendo obrigada a se encaixar. Coisas monótonas. Mas, juntando todos esses fatores e colocando todos lado a lado, eu finalmente percebi que todas essas coisas, todo o medo, toda a insegurança e todo o resto estão aqui porque existe alguém "superior" (o chefe de uma empresa, o líder de um time, ou até meus pais) que nos faz sentir isso. Mas provavelmente o meu futuro chefe também já sentiu isso e essa foi a reação dele de lidar com tudo isso, vencendo e chegando ao nível máximo de poder de algum lugar. Acho que estamos presos nesse inevitável ciclo .
       Quando me dei conta, estava falando tudo aquilo que pensei para aqueles caras engravatados, e adivinhem? Eles me aplaudiram de pé.  Não sei ao certo como lidar com essa vida, as vezes ela me surpreende tanto que a única coisa que eu consigo fazer é por meus óculos de sol e curtir a brisa, que as vezes não é tão boa, mas isso aí a gente esquece. Só não posso esquecer de acordar cedo amanhã.


Coisas inesperáveis de um domingo qualquer


  Já estava esperando aquele bendito ônibus haviam alguns minutos, mas posso jurar que pareciam séculos. Em pleno ritmo de Copa do mundo não existe ao menos um transporte público na rua para locomover as pessoas? Tenha dó! Mas tudo bem, eu não tinha muitas opções e o jeito era mofar naquele ponto de ônibus. Depois de quase trinta minutos esperando, passou o ônibus e eu consegui seguir minha trajetória, tirando o fato de que existiam alguns universitários bêbados fazendo farra, não existiram problemas que um fone de ouvido e música dos anos 90 no máximo não resolvessem.
    Desci na penúltima parada daquele ônibus, com meus óculos de sol na cabeça, meu livro preferido na mão ( no qual eu já li umas duzentas vezes) e é claro, meu caderno de anotações. Sempre usei cadernos para anotar o comportamento das pessoas que estavam a minha volta, ou sobre coisas legais que passavam na minha cabeça. Não escrevia essas coisas pelo fato de eu ser meio louca, por mais que minha mãe sempre repetisse isso toda vez que eu começasse a contar alguns dos meus sonhos, mas eu realmente acho que um dia esses cadernos servirão para alguma coisa. Porém, tenho que admitir que já fazia tempo que eu não tinha nada para escrever. Comprei um sorvete na sorveteria de um italiano surdo e segui meu caminho.
    Gosto da minha vida, relativamente falando, mas acho que não era necessário meus pais me obrigarem a ir a um jogo idiota da Copa. Muita gente ama ir a esses lugares, mas eu realmente não vejo graça em caras de uniforme correndo desesperadamente atrás de uma bola. E ver a cena se repetir, e de novo, e de novo e de novo.
      Sentei na cadeira enquanto tentava não ouvir a conversa dos meus pais sobre alguma coisa meio besta, como de costume. O jogo finalmente começou, mas para a surpresa de todos os torcedores eu continuei sentada, talvez seria esse o motivo dos olhares tortos direcionados para mim. Havia muitas pessoas gritando, então decidi desligar minha música e tentar achar alguma coisa interessante naquele lugar, por mais difícil que isso seria. Corri meus olhos pelo estádio até que avistei um casal que estava um pouco diferente de todos os outros que ali estavam, foquei meus olhos ali para saber o que estava acontecendo. Ela parecia triste e completamente frustrada enquanto ele permanecia frigido diante algumas lágrimas dela. Vi em seus lábios algo, mas não consegui decifrar, e com isso, o garoto começou a demonstrar arrependimento em seus olhos. Colocava as mãos em sua cabeça e parecia cada vez mais confuso. Mas o inesperado aconteceu, a situação mudou e tornou-se em câmera lenta ou algo do tipo, os dois que já estavam em lágrimas se abraçaram e com as mãos dele envolvendo a cintura da garota fizeram uma junção completa e selando o fim da briga se beijaram. Percebi muitos gritos da torcida, acho que o Brasil tinha ganhado ou algo assim, mas meus olhos não conseguiam sair da cena do casal.
        E agora eu já sabia sobre o que escrever.

Sobre como eu consegui te esquecer



  Em todas aquelas madrugadas, quando meus pais já estavam dormindo e meu irmão estava fazendo seu lanche ou conversando com algum estranho, ficava sentada no chão olhando as horas passarem e segurando em minhas mãos os eternos símbolos do nosso amor , as coisas que eternizaram aquilo que um dia existiu. Sempre me pergunto o porquê de eu não conseguir jogar todas aquelas coisas no lixo. O ingresso do nosso primeiro beijo, uma carta que você fez no final do inverno, algumas anotações de coisas que um dia pensávamos em fazer, e para selar tudo isso, uma foto nossa rasgada no meio. Acho que eu não consigo me livrar de tudo isso porque eu realmente não quero me livrar de você.
     As músicas que marcaram nosso amor estão na playlist do meu celular, e os seus segredos que você agora provavelmente contou para seu novo amor, estão ainda guardados em minha mente. Eu poderia lembrar dos momentos ruins, assim talvez de vez conseguiria concluir que você é um idiota por completo, mas parece que eles foram junto com você, e agora os momentos bons me perturbam a cada esquina que eu vou.
   E talvez depois desse tempo todo, depois de todos os desesperos em silêncio, de todas as técnicas que falharam para tentar sumir com seu nome de vez da minha cabeça, talvez eu não tenha conseguido te esquecer. Talvez no fundo, bem no fundo, eu só queira passar um domingo deitada ao seu lado. Não percebe isso? Não está obvio para você que eu ainda lembro de todos os momentos de nossas vidas juntos e o quanto eles me perturbam todas as noites . Um de nós vai sentir falta de um de nós,  um de nós vai sentir a saudade numa noite qualquer. E esse alguém, meu bem, sou eu. E não espero que que você tenha lembrado de nós alguma vez. Afinal, nossas vidas foram para rumos completamente diferentes, e como um de nós ficou o pó, logicamente sua vida deve estar muito boa.
   Mas e então, amor, caso um dia você ainda tenha vontade de me ligar em alguma madrugada qualquer para conversar sobre coisas aleatórias, trocar algumas ideias, ou sei lá, liga, mas por favor, liga logo.

Playlist para ouvir enquanto escreve


  Hey gente, hoje vou mostrar para vocês minha fonte de inspirações na hora de escrever.Todo mundo tem suas inspirações na hora de escrever textos, e bom, essas músicas tem um valor muito grande para mim.
     Minha semana de provas começa essa semana então eu não vou conseguir postar todos os dias ( carinha triste ) , mas prometo que sábado (17) vou postar alguma coisa especial aqui no blog, curiosos? Ah e não esqueçam de curtir a página do blog porque quando estiver com 500 likes eu vou sortear alguma coisa, então se não curtiu ainda clica aqui. Enfim, espero que gostem !

                                                Clique aqui para ouvir a playlist

Para deixar claro sobre a minha paixão por estrelas ( e por você ).




   



   Aquelas sextas. Saudades daqueles dias onde você brilhava mais do que tudo em volta de nós. Serena aquela noite que você disse a coisa mais bonita e sincera de todos os tempos. Porque era só você, e era só eu, juntos tornando aquela noite mais do que especial. " Queria ser infinito", ele disse e eu, como sempre, fiz que sim com a cabeça, enquanto meus sentimentos e pensamentos iam além daquela simples resposta.
     Já estávamos naquela colina há horas, e eu posso te jurar que o meu maior desejo era que o tempo parasse ali, bem ali. Olhos nos olhos, mãos nas mãos, e quando eu percebi já estávamos dançando valsa com a musicalidade do vento batendo nos galhos daquelas árvores secas do outono. Ele me fazia sentir algo tão especial, sempre me mostrando o quanto me amava e o quanto faria de tudo por nós. Mas em algumas horas, me batia uma tristeza. Queria tanto inventar um remédio que fizesse com que todas as pancadas que aquele amor me causou sumissem de uma vez só, queria tanto que aquele medo de que ele cometesse aquilo  novamente sumisse. Porque com ele eu podia me sentir fora do chão, e tão perto das estrelas, o que me dá aquela sensação tão boa, e você sabe o quanto eu amo as estrelas, e sabe ainda mais o quanto eu amo você.
      Dois passos para frente, dois para trás, e em seguida um rodopio. Acho que o nossos dias juntos foram assim, e no final do rodopio eu me sentia um pouco tonta, mas não tinha problema, você me dizia que sempre daríamos um jeito no final, e que aquilo tudo era tão lindo, aquele nosso ciclo especial. Era tudo como fases da lua, como a gente sempre dizia,e ria. E eu já sabia no que aquilo ia dar, e como sempre, já pensava em todas as noites que eu sofreria com essas memórias que estavam sendo produzidas naquele momento. Mas pra falar a verdade mesmo, joguei todo esse meu pessimismo  na lixeira e todos os conselhos de pessoas desconhecidas que diziam que você não era suficiente para mim e fui me aventurar, cada dia mais, com o meu amor. Minha vontade infinita de ter ele por perto era bem maior, afinal, o nosso amor era pintado e bordado por nós dois.
      Ele sorriu, mais uma vez, mas enquanto sorria procurava alguma coisa dentro do carro. Uma cartão, e tenho que dizer que achei meio clichê, mas quando abri não tinha nada. Nesse momento nada daquilo estava fazendo sentido, até que o momento que ele segurou minhas mãos e disse: " Não bastava palavras para descrever essa nossa linda bagunça que chamamos de "amor". Não importa para onde for, que o tempo sempre esteja ao nosso favor. Essa folha em branco significa todas as histórias que ainda vão ser escritas em nossas vidas."
    Fechei meus olhos, contei até dez ( para as lágrimas não caírem, por que eu nasci tão chorona?), e rapidamente olhei para o céu, e vi que as estrelas estavam tão lindas quanto seu sorriso. Porque era só você, e era só eu, porém juntos.

Sobre aquele primeiro beijo



  Ela passou a madrugada em prantos, rolando e rolando em seus lençóis brancos. Já havia se passado anos, mas ela ainda se lembrava, naquela mesma data e com todos aqueles detalhes, maldita mania de lembrar de tudo feito um gravador. E lá vai ela, fechando seus intensos olhos e em alguns segundos atravessando o tempo e parando diretamente naquele dia. Naquele dia cujo seus lábios sentiram e afirmaram que aquele era o garoto, e que aquele era o lugar, e que tudo era pra ser daquele jeito. Ele sorriu, e ela assentiu. Em sua mente, ela tentava memorizar cada segundo, achando que assim estaria fazendo um bem para sua alma e que poderia lembrar daquele momento pra sempre, enquanto descansaria sua cabeça naqueles braços e abraços quentinhos.
   Ele sempre foi aquele cara que as pessoas não gostavam muito, e isso sempre chamou atenção dela, aqueles defeitos irritantes levavam para ela o paraíso, aquele sorriso fazia um bem enorme em seu coração, e ainda faz. Ele beijou cada parte do braço dela, e ela, estava completamente satisfeita com tudo aquilo, e sentindo cada vez mais uma mistura de sentimentos. Uma pitada de borboletas no estômago, algumas colheres de sorrisos e horas pensando nele, um pouco de medo por estar começando algo completamente novo com um cara diferente e com também com receio de a qualquer momento perder-lo, era meio obvio que a partir dali ela já estava apaixonada. Entre sorrisos e acariciamentos de lá e de cá, os olhos dos dois se encontraram e causaram um contraste perfeito, e através disso, ela pode perceber que nada aconteceu por acaso. Nos pensamentos infinitos dela, e no nervosismo dele por estar com a garota de seus sonhos em alguns centímetros de seus lábios, eles se misturaram e formaram-se um só. E foi aí que tudo começou, todos os sonhos e pesadelos.
   Ela pegou a caixa de lembranças que guardava do lado de seus sapatos preferidos, sentou no chão, e desabou com todas aqueles flashbacks rodando em sua cabeça. Coitada daquela garota! Tão nova e já tão sofrida, mal sabia ela que ainda tinha um mundo todo para descobrir, mas por causa de algumas coisas ela não conseguia enxergar tudo isso, sempre existia algo que prendia os bons pensamentos. Talvez porque eles também estavam presos dentro de uma caixa, e talvez só uma pessoa tivesse essa chave.
  E lá vai ela, fechando seus olhos intensos, e mais uma vez, mergulhando em suas confusas emoções.

O que eu aprendi sendo blogueira




    Poderia fazer uma lista de todas as coisas boas e ruins que eu aprendi aqui nesse tempinho, poderia citar também os meus posts com maiores visualizações, ou então falar como ter mais seguidores. Mas não, não vou fazer isso. Porque trocaria todas as minhas visualizações por um pote de inspiração infinita. E afinal, é isso que importa, não é? Poder se expressar e gritar para o mundo em forma de palavras o que você sente aí no seu coraçãozinho. Admito logo que se não fosse a escrita, acabaria explodindo de tantos sentimentos guardados.
  Queria poder ser menos insegura, conseguir gravar vídeos para o blog, ou sei la, conseguir me enturmar mais rápido com o mundo. Mas é que tem vezes que tudo que eu quero é ficar trancada em casa, sozinha e dormindo, ou então organizando meus pensamentos( meu hobbie). As vezes isso pode parecer uma atitude imatura, se esconder de todos os problemas e esquecer que eles existem por um tempo, mas faz um bem tão grande na alma, daqueles que você respira fundo e se sente leve. Cá entre nós, sempre me achei corajosa pelo fato de escrever, e sinto isso sempre, porque permitir que as pessoas vejam seus textos, que as vezes contam histórias suas e desabafos,  ou até podem servir de consolo em alguma parte do mundo, é realmente uma atitude corajosa, concordam? Mas oh... tem muita gente por aí que não gosta nem um pouco dessas coisas, e por algum motivo misterioso vai querer deixar bem claro o quanto detesta tudo que você escreve, mas isso é tão inútil quanto goteira de água.
   Ser blogueira não se trata de fama, dinheiro ou afins. Tudo isso vem com o tempo, vem de recompensa. O que importa nesse mundo é poder trocar informações, conhecer novos mundos e novas palavras, sentir que achou seu lugarzinho no mundo. É se jogar de cabeça no mundo da inspiração

Sobre aquela madrugada

 

   Já estava tarde, e eu sei que não deveria ter feito isso, de novo não. Olhei para o relógio. Quatro e vinte da manhã, e se não fosse naquele momento que eu estava em transe por ter tomado (propositalmente) algumas doses exageradas de uma bebida estrangeira, nunca aconteceria.
   Ele não deveria ter me deixado, isso não deveria estar acontecendo, eu havia me esforçado tanto para ser a melhor pessoa que eu pudesse ser, para uma noite acabar com todos os meus ideais e também, obviamente, com o meu coração. Levantei ainda meio dopada, procurei meu celular em meus lençóis amontoados, e quando finalmente achei, liguei sem pensar duas vezes, principalmente porque se eu pensasse por apenas alguns segundos, obviamente trocaria de ideia.
   Duas, três, quatro vezes. Seria pedir demais se ele atendesse de uma vez? Era quarta-feira, e ele sempre chegava cedo nesse dia. "Alô?". Pronto, uma única palavra conseguiu mastigar meu coração mais uma vez. Mas é claro, isso tinha que acontecer, por que eu tenho essa necessidade de sofrer cada vez mais? Ou então de querer saber até onde minha dor vai? Isso é impossível, noites e noites rolando na cama e pensando se ele ainda pensava nos nossos poucos meses que para mim foram completamente valiosos, enquanto na verdade, ele estava com outra pessoa. Me lamentei e chorei por algum tempo, mas depois me lamentei mais ainda, porque esqueci de ocultar meu numero da chamada. Agora além de ele me achar uma louca compulsiva e depressiva por escrever sobre a solidão, também me acharia retardada e doente por estar ligando numa hora dessas. E o pior de todas essas coisas juntas, é saber que na verdade, tudo que eu vivi e vivo podem ser partes apenas de minha vida, e não de quem está ao meu lado. Eu estava sozinha, e estive sozinha esse tempo todo, mas sempre percebia que esse pesadelo era na verdade a minha vida quando estava na pior situação, quando eu finalmente percebia que nada tinha sido útil. Tudo que eu mais queria era entrar naquele banheiro, tomar um banho e ver meus sentimentos caindo em forma de lágrimas, mas o meu desvario ( e o meu sono) me impediram mais uma vez. Você me derrubou, amor, você me feriu.

Sobre aquele garoto da rua ao lado


 


    Acordei naquela manhã, peguei o jornal que estava na porta de casa e vi rapidamente um vulto passar. Olhei novamente para ver se eu estava ficando louca ou algo assim, mas percebi que não era um vulto, e sim  o garoto que achava que era dono de meu coração. A quanto tempo que eu não te via, garoto da rua ao lado! achei até  tinha se mudado, ou então estava literalmente me evitando. Talvez deveria ser coisa da minha cabeça, mas sinto que devo minhas sinceras desculpas por ter vivido com você um "amor de verão". Então, caso você, garoto da rua ao lado, esteja lendo isso, queria te dizer que você merece algo melhor que eu, e que no caso, alguém que te ame mesmo, porque sinto te informar que meus sentimentos confusos nos fizeram de bobos, pois eu ainda amo outro alguém. E essa é a verdade, a grande e dolorosa verdade que talvez não deveria eu sair gritando por aí mas enfim, isso é tudo. Mas por favor, não pense que tudo aquilo foi uma grande mentira, porque não foi, mas procure outra pessoa, saia e não pense nos momentos que passamos, tudo bem? E enquanto isso vou estar aqui, lendo as crônicas da folha de São Paulo, todas as manhãs, esperando ansiosamente por algum filme novo no Netflix e comendo meu cereal. Mas se qualquer dia você ainda quiser ter aquela tipica conversa de " por que você fez isso e blablabla" ou simplesmente me ver, saiba que eu vou estar aonde sempre estou todas as tardes desde aquele verão, no seu coração.

Aquele da ulltima ligação

     


   Esta seria a última vez que eu poderia dizer que o amava, a última melodia, seria a última vez para tudo, não poderia escapar nenhum momento, não dessa vez. Rondando sentimentos e coisas bobas a madrugada toda, tentando achar palavras para completar aquele quebra cabeça que eu havia inventado dentro de mim, mas nada fazia sentido. Todos os "olá" foram me aproximando do inesperado "adeus", aquele que ninguém queria. Memórias perturbadoras na minha mente, só quero me libertar disso tudo, sentimento vazio. "Eu queria que o tempo parasse aqui, bem aqui" ele repetia, repetia, repetia, e aos poucos eu compreendia, nada daquilo vai voltar, nada vai mudar enquanto estivermos presos a tudo isso. Quatro da manhã, o telefone tocava, eu precisava atender e contar como sentia falta dele presente a mim, mas tudo que ele ouviu foi um frio "alô". Palavras e mais palavras estavam sendo ditas mas eu não conseguia compreender nada daquilo, aquele sentimento escorregou de minhas mãos, eu ainda estava ferida. "Eu preciso de você aqui, você sabe que meu coração é seu, não faça isso" e novamente "não faça isso", eu estava o matando por dentro e tinha certeza disso, não queria estar ali, não queria fazer isso. Aquilo estava acontecendo para o bem dele, para o nosso bem, estava lutando contra meus sentimentos e por tudo que foi construído. O silêncio tomou conta do ligação, e só se ouviam alguns ruídos de lágrimas, aquelas lágrimas de dois corações cansados. As vezes, meu amor, as coisas não acontecem do jeito que queremos, eu te amo .... eu te amo, mas isso tudo já nos fez mal o suficiente, eu não quero ficar longe de você, não quero que isso acabe, mas já acabou, acabou faz tempo, mas não queremos perceber isso, e eu compreendo, eu vou estar aqui caso você precise, e espero que você também esteja ao meu alcance, isso está sendo difícil pra mim, abandonar tudo isso, mas ... eu preciso de você, me desculpe". Nessa hora ele deve estar tentando entender a ligação de eu dizer que preciso dele com o fato de terminar, mas não tinha, eu não queria deixar nenhuma palavra pendente. E logo após essas palavras serem ditas, eu desliguei. Aquilo tinha acabado, e eu só podia ouvir os ruídos da noite agora.

Sobre o melhor dia da minha vida

           


    Dia três de novembro ( ontem) eu presenciei uma coisa fora do comum, e sim, to muito enrolada nas palavras para escrever esse post porque ainda não to acreditando que eu vi o Justin de perto. Cheguei na fila as seis da manhã e já estava muito grande, mas piorou assim que eu cheguei porque ficou o triplo da fila em menos de 2 horas. A fila estava andando de pouquinho e pouquinho por algum motivo que eu não sei dez da manhã e ficou assim até a hora de abrir, que foi lá pras duas da tarde. Tivemos que passar por muitos seguranças até chegar na cabana onde as pessoas colocavam a pulseira e pegavam os ingressos. Só me lembro de que assim que eu cheguei lá dentro eu comecei a chorar muito, afinal, aquele dia seria perfeito porque finalmente eu iria realizar meu sonho, estava super tranquilo no começo, dava pra ir pra outro lugar e depois voltar sem problemas. A equipe jogou água na pista premium toda pra refrescar enquanto colocavam músicas animadas, o que foi incrível, eu estava me sentindo inquebrável  ali, e a música ficou assim por um bom tempo, e  depois disso esperamos mais tempo, mais ou menos até as sete e pouquinho que foi entrada do p9. Os garotos souberam animar muito bem o lugar e eu consegui ver eles bem perto de mim.  Tocaram umas 5 músicas e depois se despediram. O Justin chegou atrasado na Apoteose, ou seja, ficamos esperando ele fazer o meet pra depois começar o show, demorou cerca de uma hora, mas quando menos esperamos o cronometro apareceu, 10 minutos para o show. Não sabia o que fazer, tava muito nervosa e minha ficha não tinha caído ainda. Fumaça e luzes deram um efeito mega perfeito e de repente ele aparece, tive um treco é claro, quando eu vi que ele estava na minha frente e eu estava vendo ele em carne e osso vi que meu sonho tinha se realizado. Porém, logo nas primeiras músicas eu comecei a ficar sem ar, sou meio baixa e estava gritando chorando pulando cantando, então era meio obvio que isso ia acontecer, principalmente porque era o Justin na minha frente. Muitas pessoas me empurraram então por isso que eu fiquei na frente, por sorte achei duas das minhas cinco amigas que estavam comigo e elas me levaram com ela para atrás, mas mesmo assim consegui ver ele de pertinho, foi perfeito, eu amei. Nós pulamos muito, choramos muito, cantamos demais, dançamos e nos divertimos. Mais um sonho realizado, e que venham outros, não me importo de lutar por eles, e afinal, onde eu estaria se eu não tivesse acreditado?

Sobre bulimia e auto mutilação

     



      O texto de hoje é mais uma conversinha sobre minhas experiências sobre esse assunto e espero que ajude algumas pessoas que estão passando por isso hoje também, mas vou contar um pouquinho da minha história com esse assunto. Nunca fui a mais bonita da turma ou coisa do tipo, na verdade, já cheguei a ser bem o contrário disso tudo, mas nunca me importei. Mas como vocês sabem, de pouquinho em pouquinho, guardar aquilo me fez muito mal e eu acabei surtando quando o garotinho que eu era apaixonada me zoou e todo mundo rio - casos a parte- , enfim, desde então eu nunca tive uma auto estima muito boa, mas também ninguém nunca tinha reparado em mim.
          Tudo bem, piadinhas e risadinhas dos outros não conseguiam me afetar muito - mentira, sou chorona até hoje, ficava toda chatinha mas..- mas afinal, o que isso tem a ver com o texto? Já estava quase surtando com aquelas coisas quando brigas e mais brigas começaram a rolar aqui em casa, as vezes sem motivos. Onde eu conheci esse "refúgio" foi no Tumblr, eu era muito nova mesmo, mas não tive muita escolha, nessa época eu nem falava direito com a minha mãe para poder desabafar com ela ou algo do tipo, então comecei a me cortar. Fiquei com isso por um ano, e por que parei? Simplesmente porque no dia que eu decidi parar eu tinha brigado feio com meu irmão e fiz exatos 3 cortes ( que eu tenho até hoje) e vi o quanto eu era capaz de me machucar. Coloquei isso na cabeça, falei pra mim mesma que isso não faria bem, e que minhas amigas já estavam se preocupando, eu precisava de ajuda e tudo que eu tinha estava aqui. Caí algumas vezes, é realmente difícil sair de uma coisa que você ficou tanto tempo fazendo, mas sério, se você colocar na sua cabeça que não merece isso você consegue.
           Depois disso tudo, minha auto estima não tinha aparecido ainda (cadê você querida?), quando era uma vez uma garota (eu)  olhando para o espelho e vendo uma coisa que não era eu, sim, eu me vi gorda, tipo muito gorda, além de algumas piadinhas que ainda existiam me atormentarem com isso, foi então que eu comecei a vomitar, o que me causou muitos problemas. Comecei a ficar sem disposição pra absolutamente nada, não conseguia dormir, não conseguia pensar direito, era horrível, e por mais que eu tenha conseguido emagrecer alguns quilos talvez, aquilo não adiantou nada. Foi então que eu conheci meu namorado que me ajudou muito com isso, por mais que ele já tenha "terminado" comigo porque eu não tinha parado ( né amorzinho) mas tenho que agradecer muito a ele. E também pelas minhas amigas que sempre ficaram comigo e me apoiaram nessa minha trajetória. Resumindo, eles me fizeram contar para a minha mãe o que estava acontecendo, e esse foi o grande motivo de eu ter resolvido parar com isso. Ver minha mãe chorando e pedindo para que eu não fizesse isso me deu um choque tão grande que desde esse dia não fiz mais isso. Mas, e no final das contas, o que fez com que minha auto estima enfim aparecesse ? O amor, e digo que não é só amor que eu recebi e recebo, comecei a me aceitar assim, do meu jeitinho e eu decidi que não quero mudar o que eu sou porque o legal de tudo é que ninguém é igual a mim. E eu sou linda do jeito que sou, mas acreditem, talvez eu precisaria ter passado por todas essas coisas pra finalmente aprender isso, e tá, não penso assim o tempo todo, tem vezes que eu não me sinto bem mas isso passa logo. De todas as pessoas do mundo, de todos os jeitos possíveis, eu nasci desse jeito, isso não é tão maravilhoso? E o que eu tenho pra dizer é que não importa o seu problema, seja bulimia, auto mutilação ou afins, se você realmente quer parar com isso, coloque isso como seu principal objetivo, talvez demore, ou talvez não, eu não sei, mas a única certeza que eu tenho é que todos podem fazer isso.
       Se ame, dê amor e assim você recebe amor também, não fique procurando defeito por defeito em você, esses defeitinhos de fazem única e alguém vai gostar de você pelo simples fato de que nada pode substituir você. E mesmo que você não queira contar pra ninguém, tudo bem também, mas pensa que se soubessem iam se importar, e você que acha que seus pais não te amam, pode ser só coisa da sua cabeça, tenho quase certeza que seus pais só querem te ensinar que o mundo não é do jeito que você pensa. Não tente aceitar que as pessoas não gostam de você por causa de uma pequena imperfeição sua , e acredite, ninguém merece se prender com coisas desse tipo. Não existe nada melhor do que ser quem você é, nada mesmo.  Aprenda a se amar .

O que você aprende durante um relacionamento

       

     Procurei ser bem delicada e aberta ao fazer esse texto. Quando se fala de amor, não tem como sermos frios - até tem mas não vale a pena-, esse sentimento tão transparente que dá aquela sesação de borboletas no estomago. Muita gente não toca mais nesse assunto, até porque depois de tanto tempo martelando na mesma tecla acaba se ferindo e desistindo por um tempo.
   O amor é um dom tão lindo e não deveria ser tratado dessa forma. E por mais que desentendimentos apareçam e sumam , casos achados e perdidos, o amor sempre vai estar a sua disposição, ele sempre se renovará para você. E não, não estou só falando de amor entre namorados, porque o amor em si também conta como amor de mãe, amigos e etc.
          Aprendi bastante com esse relacionamento que tive estou tendo. É engraçado, e só quem já amou de uma forma intensa entende. Quando um namoro está num ponto em que só o término acabaria com o sofrimento de ambos, e eles no caso estão apaixonados um pelo outro, sempre vai ter um jeito, e mesmo que não tenha, eles inventam porque a única coisa que sustenta o namoro é o amor que eles sentem, mas ainda não sei como termina isso, caso eu acabe sabendo eu conto em outra dessas histórias minhas. Outra coisa que aprendi é que você não precisa ligar para o que é certo ou errado, digo, coisas que falam que é certo ou errado. O que eu quero dizer é, estou completamente livre para adaptar o meu certo e o errado das coisas, o jeito que eu penso, mas admito que demorei um tempo para captar isso.
          Mas enfim, se você for uma pessoa que já usou o tumblr assim como eu, tem uma perspectiva do amor um pouco parecida comigo, aquelas do tipo mo mozinho mozão, ou então aquelas de melhor amigo namorado pra sempre juntos. E acreditem, fiquei com esse pensamento por muito tempo, mas nunca tinha namorado de verdade, e também nunca tinha visto o mundo de verdade. Foi aí que me jogaram no mundão e deparei que estava completamente perdida e sozinha, tive que me virar um pouco e acabei pegando o jeito quando conheci ele ( mas conhecido como meu namorado). Hoje em dia tenho um namoro digamos que saudável, somos exatamente opostos, brigamos muito, mas no meio da briga nos beijamos e começamos a rir. Talvez o amor não seja assim, talvez eu esteja pensando do modo errado, mas quem se importa? Eu estou perdidamente apaixonada e não estou com medo disso, se um dia terá um fim? Eu não sei, mas o que importa pra mim é o agora, é a gente.

Aquele sobre as estrelas

 

           É engraçado como nunca se sabe o que vai acontecer no dia de amanhã. Não importa quantas vezes você refaça seu roteiro do dia, não importa quantos planos você faça, sempre - sempre sempre sempre- vai ter alguma coisa no seu dia que você nem se quer esperou, seja boa ou ruim. Todas as coisas do mundo parecem conspirar contra mim as vezes, tenho que admitir que as coisas não acontecem do jeito que eu quero na maioria das vezes, o que me deixa bem frustrada.
     Nossos desejos e medos podem fazer essa situação piorar as vezes também, ou vai me dizer que você nunca agiu sem pensar e algum tempo depois levou seu merecido castigo? Temos tantas vontades e tanta determinação, quando se é jovem nada parece muito errado, sempre queremos nos arriscar para no final de tudo pelo menos ter desfrutado um pouco do seu tempo.
     Imaginemos algo que também nunca se sabe como vai estar. O céu por exemplo, a imensidão do céu acaba tornando-o algo tão misterioso e ao mesmo tempo tão lindo. Desde pequena eu adoro observar o céu, já pensei até em ser especialista em estrelas ( mas conhecido como astronomia, mas como eu era pequena não ia saber disso), sempre admirei o por-do-sol, sempre gostei de sentir cheiro de arvore pela manhã. Mas isso tudo simplesmente porque nunca se sabe como o céu vai estar, nuca se sabe exatamente o numero de estrelas que aparecem no céu toda noite, sem contar com a lua que tem fases alternadas, isso não é encantador ? Saber que temos a cada dia uma esperança, uma chance de sermos qualquer coisa que quisermos. No amor também funciona assim, ou mais ou menos assim. A verdade é que nunca sabemos quando vamos amar alguém, ou a intensidade desse amor. Nunca sabemos quando vamos levar algum fora ou um pedido especial. E pensando bem, o universo todo funciona assim. Tudo tão inesperável, tudo tão puro e tão apreensível. Vamos viver como se não houvesse um amanhã meu atencioso leitor, porque a qualquer momento podemos morrer.
       E mesmo assim, eu continuo observando as estrelas.
           
           
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